Leituras Dr Michel Odent

Excertos das obras

“Tradicionalmente, o amor foi tema para poetas, escritores e filósofos mas hoje é estudado sob múltiplas perspectivas científicas.  Nesse contexto, torna-se impossível referir e levantar questões sobre o desenvolvimento da capacidade de amar sem ter em atenção a importância do período em redor do nascimento.”

“[…] Depois de referirmos o famoso documentário de Al Gore, Prémio Nobel da Paz, apresentaremos a crise climática da Terra como uma “verdade inconveniente” secundária.  A verdade inconveniente primária parte da revelação que durante milhares de anos a estratégia de sobrevivência dos grupos humanos tem baseado-se no domínio sobre a natureza e no domínio sobre outros grupos humanos; a potencialidade humana de desenvolver agressividade tem sido assim uma vantagem.  Desta forma explicamos como todos os meios culturais interferem dramaticamente com os processos fisiológicos durante o período peri-natal, o que por sua vez, no contexto científico actual, interfere com a interacção genes-ambiente em termos de sociabilidade, capacidade para amar e capacidade para agressividade.  Hoje em dia, é a sobrevivência da Humanidade que se encontra, de repente, em risco.  A Humanidade deve radicalmente inventar novas estratégias para a sua sobrevivência, a nível da espécie.  Por isso, as crênças e rituais que têm perturbado os processos fisiológicos durante o período peri-natal durante milhares de anos perdem agora as suas vantagens evolutivas.  Será utópica a mutação do Homo Superpredator no Homo ecologicus?”

“[…] Estudar as funções dos orgasmos na era de “A Cientificação do Amor” leva-nos inevitavelmente a referir os avances técnológicos recentes que refutam a necessidade das “hormonas do amor”. Por exemplo, a cesareana tornou-se numa cirurgia mais fácil, mais rápida e mais segura que nunca. Mais a mais, temos à nossa disposição substitutos farmacológicos seguros e eficientes para as hormonas que na realidade as mulheres estão preprogramadas para libertar durante o parto. Por tudo isto, a humanidade encontra-se numa situação sem precedentes. Até recentemente e apesar de todas as culturas perturbarem dramaticamente os processos fisiológicos, para ter bebés uma mulher era obrigada a libertar um coctail de hormonas do amor. Hoje em dia, o número de mulheres que dá à luz o bebé e a placenta contando somente com as suas próprias hormonas naturais é ínfimo. Neste momento chave na história da humanidade, quem estiver interesssado no futuro da nossa espécie deverá colocar-se apenas uma questão: ‘Durante quanto tempo poderá a raça humana sobreviver sem AMOR?’[…]”

(tradução Adriana Candeias, PhD)

Outros recursos

www.wombecology.com

www.primalhealthresearch.com

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Uma resposta to “Leituras Dr Michel Odent”

  1. Sobre os formadores SFP Out 2010 « Saúde Fetal & Parto Says:

    […] Leia excertos do trabalho de Michel Odent aqui. […]

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